domingo, 28 de abril de 2013

Devaneios de um filósofo errante VII

Devaneios de um filósofo errante VII

Por: Ediel Araújo

Assim como a concha recusa-se a mostrar seu mais belo tesouro,
A chuva que cai, teima em molhar os rostos das crianças que brincam nas bicas.
Vindo a tona, as lembranças mais profundas de um passado que conversa com o futuro.
Da saudade com ar de sonhos pulsantes.
Das alegrias vividas na infância
- A jogar bolinhas de gude na terra molhada......
- Soltar pipas no campo de futebol!
- Sentar na porta em noites de lua cheia a ouvir àquelas ''Estórias'' que só meu avô sabia contar... Era feliz e não sabia!

SAUDADES! SAUDADES! SAUDADES

Saudades de um tempo que não volta mais...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Devaneios de um filósofo errante parte VI


Devaneios de um filósofo errante parte VI

Ediel Araújo
Gotas de orvalho ao raiar do dia,
Brilho suave dos teus olhos.
Pousar a vista no horizonte bucólico,
Um sussurro de saudade!
Olho ao redor, não te vejo,
Procuro-te, não encontro.
Sozinho estou...
Cheguei só,
Só continuo...
Até quando não sei!
Sozinho em meio à multidão que me cerca,
Aproximação no distanciamento.
Dizem:
- Sou teu amigo,
- Gosto-te...
- Admiro-te!
E ainda, sozinho estou!
Angústia aproxime-se,
Vontades, desejos gritando!
Ouço uma música, alento suave,
Invasão de êxtase em meu ser.
Momentaneamente: sinto-me feliz!
Até olhar para o lado,
Sim, sozinho estou!